HOLOBIONTE OU O PRINCÍPIO CANIBAL

Holobionte (substantivo masculino): organismo hospedeiro que funciona graças a um sistema de simbioses integradas com múltiplos agentes, entre eles bactérias, fungos, etc. 

Holobionte ou o Princípio Canibal é uma instalação-performance em contexto site specific, no Laboratório Ferreira da Silva, historicamente um dos mais importantes laboratórios químicos no país. Concebido como uma desconstrução do gabinete de curiosidades, Holobionte é um “gabinete de banalidades”, uma instalação multimédia que integra cenografia, sonoplastia, vídeo e performance, e que convida o público a refletir – a partir de uma interação direta com os objetos em exposição – sobre a violência e fagia implícitas nos processos de gestação e maternidade. Convocando recentes descobertas científicas que se debruçam sobre a relação entre gestação e cancro, simbiogénese e a teoria do Holobionte (Lynn Margulis, René Fester, S.F. Glbert, Emanuele Coccia), assim como um universo sci-fi de matriz feminista, este trabalho procura resgatar a relação entre progenitora-filho/a/x dos discursos patriarcais, religiosos e culturais que constituem a narrativa hegemónica sobre a maternidade, perspetivando-a, ao invés, como mais um complexo fenómeno de convivência no seio do Holobionte.

Enquanto objeto instalativo, Holobionte ou o Princípio Canibal será composto por várias estações interativas em percurso, cada uma com uma paisagem sonora baseada na descrição de processos bioquímicos específicos. As estações encontram inspiração na estética barroca dos gabinetes naturais e privilegiam a experiência sinestética do público. A instalação terá também uma dimensão performativa, com a presença de duas intérpretes-guias que interagem com os visitantes e direcionam o seu percurso pelo gabinete.

Holobionte ou o Princípio Canibal foi concebido para espaços não convencionais, nomeadamente contextos museológicos e instituições de divulgação científica.

 

 

ESTREIA | 8-11 DEZEMBRO 2022
Laboratório Ferreira da Silva (Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto/Reitoria UP)

QUI-SÁB: 19h30 - 20h30 (Permanência livre) / 21h00 - 22h00 (Permanência livre)
DOM: 18h00 - 19h00 (Permanência livre) / 19h30 - 20h30 (Permanência livre)
Lotação máxima por turno: 20 pessoas

ENTRADA GRATUITA / RESERVAS: plataforma.uma@gmail.com ou DM nas redes sociais da Plataforma UMA

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Concepção, texto e performance | Camilla Morello e Maria Inês Marques
Cenografia e adereços | Cristóvão Neto
Consultoria de cenografia | Anabela Moreira
Concepção, desenho de som e composição | Rui Lima Sérgio Martins, com a colaboração na construção de dispositivos sonoros de Emanuel Santos
Desenho de luz | Tiago Silva
Assistência ao desenho de luz | João Martins
Vídeo | Fábio Coelho
Consultoria científica | Ana Corrêa
Caracterização | Anna Arnone Carneiro
Grafismo | Pedro Faria Cunha / Revista FOME
Fotografia | José Caldeira
Direção de produção | Maria Inês Marques
Produção executiva | Nuno Eusébio / Pangeia - Associação Artística
Produção| PLATAFORMA UMA
Parceiro institucional | Universidade do Porto, Museu da História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP)
Co-produção no âmbito do programa Reclamar Tempo 2021/22 do Campus Paulo Cunha e Silva
Apoio às residências | CRL - Central Elétrica, Companhia Instável,  DEVIR/CAPa
Apoio às filmagens | mala voadora
Projeto financiado pela República Portuguesa | Cultura - DIreção-Geral das Artes e pelo Fundo Cultural da SPA-AGECOP

 
"Is there something inherently queer about pregnancy itself, insofar as it profoundly alters one’s “normal” state, and occasions a radical intimacy with—and radical alienation from—one’s body?" - Maggie Nelson

"Even in full recognition of the sense of the sublime that people experience in gestating, it is remarkable that there isn’t more consistent support for research into alleviating the problem of pregnancy" - Sophie Lewis

"Placental cells rampaged through surrounding tissues, slaughtering everything in their path as they hunted for arteries to sate their thirst for nutrients. It’s no accident that many of the same genes active in embryonic development have been implicated in cancer" - Suzanne Sadedin


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