URNA

Urna é a unidade primária, mais pequena e indivisível da qual se compõe a nossa sociedade. É a realidade atomizada em loop, ou uma forma de se ver a realidade, filtrada pelas questões do biopoder, da biotecnologia, do pós humano e da tecno-solidão. Urna indaga o sujeito como resultado da relação corpo-a-corpo entre os seres vivos e os dispositivos em que os seres vivos são controlados. Torna matéria a busca atormentada de uma identidade como efeito de uma remoção: a aniquilação do comportamento animal incivilizado. Artificial e biológico confundem-se, o corpo é reconstruído, o sujeito torna-se objecto, no enquadramento da narrativa biopolítica que se justifica a si própria na omnipotência divina da técnica. Como descolonizar-se de si próprios?

 

Criação, interpretação e textos: Camilla Morello
Assistência à dramaturgia: Sofia Freitas Abreu
Cenografia, adereços e figurino: Camilla Morello
Construção, adereços e cenografia: Franco Bosco, Camilla Morello, Anabela da Costa Moreira
Aconselhamento artístico: Francisco Camacho
Desenho de luz: Feliciano Branco
Sonoplastia: Flávio Rodrigues
Registo vídeo: Fábio Coelho

Apoios e residências: Fundação GDA, Estúdios Victor Córdon, Linha de Fuga, Companhia Instável, Companhia Olga Roriz, Atelier Real, EIRA, Berma, (Re)union
Coprodução: Companhia Instável e Teatro Municipal do Porto


Streaming / Setembro 2021.

 
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